Vereador vira réu por furto de notebook e terá salário cortado

O Ministério Público chegou a pedir a prisão do vereador Ronaldo Barreiros. O computador portátil, propriedade da Câmara, custa aproximadamente R$ 1,2 mil

NOVA VENÉCIA (ES) – O juiz Ivo Nascimento Barbosa, da 2ª Vara Criminal de Nova Venécia, aceitou denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) contra o vereador Ronaldo Mendes Barreiros (SDD), acusado de levar da Câmara um notebook que acabou encontrado pela polícia na casa do parlamentar durante um cumprimento de mandado de busca e apreensão, em outubro.

O parlamentar, agora réu por peculato (quando um servidor público desvia recursos do erário) não foi afastado das funções, mas o magistrado aplicou a ele quatro medidas cautelares. Entre elas, a que proíbe Ronaldo Barreiro de acessar ou frequentar qualquer dependência da Câmara desacompanhado do responsável pelo setor. É para “evitar o risco de novas infrações”, segundo o juiz.

Além disso, o juiz determinou a suspensão de 30% do salário líquido do vereador, o que corresponde a R$ 1.489,50 dos R$ 4.965,00 que ele ganha por mês.

O parlamentar também terá que comparecer em juízo mensalmente para comunicar e justificar suas atividades. Ele também está proibido de mudar de endereço e de ficar fora da comarca por mais de oito dias.

Na denúncia, o MPES relata que, em janeiro deste ano, o vereador retirou o notebook, da marca Positivo, modelo Master, do Gabinete de Vereadores IV, levou o equipamento para casa e retirou o número de patrimônio do equipamento. O valor médio do aparelho no mercado é de R$ 1.258.

O CASO
Por conta do desaparecimento, foi aberta uma sindicância na Câmara. Câmeras de videomonitoramento do prédio do Poder Legislativo filmaram Barreiros saindo do gabinete com uma pasta de cor preta debaixo do braço no mesmo dia em que o notebook havia sumido. Em maio, Barreiros prestou depoimento e disse que a pasta tinha apenas documentos. A polícia localizou o notebook na casa dele e uma perícia constatou que era o mesmo equipamento que havia desaparecido da Câmara.

O MPES chegou a pedir a prisão do vereador, mas o juiz não concedeu.
Ronaldo Barreiros foi procurado pela reportagem. O telefonema chegou a ser atendido, mas logo em seguida foi desligado. As ligações seguintes não foram atendidas.


(*Com informações do MPES e Gazeta on line)

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