Escavadeira hidráulica realizou a limpeza do Córrego Malaquias. Na próxima semana, o serviço segue para o Abissínia
São Mateus – “Todos os córregos da zona urbana do município sofrem com assoreamento e acúmulo de lixo”, afirma o secretário municipal de Obras, Luis Carlos Sossai. Uma máquina escavadeira hidráulica faz a limpeza dos córregos duas vezes por ano, mas em 2010 os serviços foram antecipados. “Estamos entrando em um período de chuva e queremos evitar problemas do passado”, ressalta Sossai.
Poltrona, geladeira, pneus e até cadáver de animais. O secretário conta que já encontrou de tudo nos cursos d’àgua, além do o acúmulo de areia que desce das encostas. “A vegetação das margens dos córregos foi retirada, isso faz com que a chuva leve terra e lixo para os córregos, o que causa alagamentos e um grande transtorno a população”, afirma Sossai, que alerta: “É importante a conscientização ambiental dos moradores. Córrego não é local de lixo”.
A zona urbana de São Mateus tem três grandes córregos (Bica, Malaquias e Abssínia) e alguns afluentes. A previsão da secretaria é que em 40 dias todos estejam limpos. Nesta semana, os serviços foram concentrados no Córrego Malaquias, que divide os bairros Vila Nova e Vila Verde. No local, também chamado de valão, muitos moradores convivem com o mau cheiro e mosquitos.
A aposentada Benedita Gilberto da Conceição mora às margens do córrego a mais de 40 anos. “Minha família veio da Bahia a procura de emprego, como não tínhamos dinheiro, tivemos que nos instalar aqui mesmo. Mas se eu pudesse, eu mudava daqui. Tem dia que o cheiro é insuportável e todo mundo fica exposto a doenças”, revela Benedita.
O morador Adenildo Jesus da Silva, que também veio da Bahia, construiu uma residência próxima ao córrego.
Quando nós viemos para o bairro Vila Verde, já havia um projeto para manilhar o córrego e abrir uma rua aqui, mas essa espera já dura mais de 20 anos”, conta.
O secretário de Obras afirma que o Córrego da Bica, no Centro da cidade, é o único que possui um projeto de urbanização concluído, elaborado em 2008. “O projeto está em tramitação em Brasília. A obra foi orçada em R$ 10,5 milhões, por isso é necessário o repasse federal”, revela Sossai, que conta ainda que não há previsão para liberação da verba.





