Pesquisa Sísmica para mapear a costa capixaba causa prejuízos à pesca artesanal
São Mateus – Pescadores da região Norte do Espírito Santo pedem à Petrobras e ao Ibama compensação pelos danos socioambientais causados pela Pesquisa Sísmica, iniciada neste mês, que dificulta a pesca e interfere na reprodução dos peixes. Na última terça-feira, dia 25, a Petrobras realizou uma reunião com pescadores, no Lions Clube, em São Mateus, para explicar os impactos ambientais e sociais do projeto.
De acordo com o projeto, a Pesquisa Sísmica trata-se da aquisição de dados nos campos marítimos do Complexo de Golfinho, que abrange os campos de Camarupim, Camarupim Norte, Golfnho e Canapu, nos municípios de São Mateus e Linhares. Os trabalhos devem ser concluídos em junho deste ano.
A tarefa consiste no mapeamento do subsolo, por meio de imagens em 4D a partir de ondas sonoras. A operação é realizada sempre em alto-mar, afastada das praias, com um navio e um barco de apoio. De acordo com os pescadores, as ondas sonoras espantam os peixes.
A assessoria de comunicação da Petrobras informou que a empresa tem o Plano de Compensação da Atividade Pesqueira (PCAP), que procura compensar as comunidades de pesca artesanal nas áreas de influência do projeto. Por meio da Central de Atendimento, os pescadores podem tirar dúvidas sobre os trabalhos da Companhia no Estado.
Pescadores
Por meio de e-mail encaminhado ao jornal Folha Acadêmica, o presidente da Libres (Liga Brasil de Responsabilidade Socioambiental) Orestes Woestehoff informou que no dia 29 de dezembro, aconteceu um vazamento de óleo em alto mar. Pescadores fizeram fotos no local.
De acordo com o advogado dos pescadores, Maurício Antônio Pellegrino, as comunidades pesqueiras da região Norte do Estado buscam a reparação de danos ambientais e ressarcimento, por meio de ações judiciais que estão em tramitação desde 2009.
O pescador Valdecir Pereira Silva, que trabalha e mora na região de Campo Grande, São Mateus, conta que desde o início da instalação do Terminal Norte Capixaba (TNC), em 2006, já se tem notícia de acidentes ambientais. “Constantemente, durante a pesca, nós avistamos manchas de óleo em alto mar, nas regiões próximas a unidade da Transpetro”, afirma.
Central de Atendimento da Petrobrás
Tel: 0800-039-5005
E-mail: comunicação.unes@petrobras.com.br




