Pescadores manifestam contra danos ambientais

Em passeata pelas ruas do Centro de São Mateus, o pedido foi de ressarcimento pelos danos ambientais causados ao longo dos anos

A manifestação pacífica parou em frente à prefeitura e apresentou reivindicações ao prefeito Amadeu Boroto.

A manifestação pacífica parou em frente à prefeitura e apresentou reivindicações ao prefeito Amadeu Boroto.

São Mateus – Com faixas e bandeiras, pescadores da região saíram em passeata pelas ruas do Centro de São Mateus na manhã de ontem (29). A manifestação pacífica foi organizada pela Colônia de Pescadores Z-13 e reuniu cerca de 300 pessoas.

Nossa passeata tem o objetivo de sensibilizar a população e poder público quanto aos nossos direitos, além de pedirmos o ressarcimento pelos danos ambientais causados ao longo de mais de 10 anos”, ressalta a presidente da colônia Z-13, Glória da Pesca.

O pescador Benedito Gomes, casado e pai de quatro filhos, trabalha com pesca há mais de 16 anos. Ele afirma que viu o trabalho ser prejudicado ao longo dos anos. “O derramamento de óleo no mar afetou muito o nosso trabalho”, afirma Benedito, referindo-se ao vazamento de cerca de dois mil litros de óleo em um navio da  Petrobras Transporte S.A (Transpetro), em novembro de 2009, a cerca de quatro quilômetros da costa de São Mateus.

“Nós queremos mostrar que estamos aqui e precisamos de um grande apoio. A pesca é a única fonte de renda dessas famílias, se o trabalho deles fica prejudicado, acabam migrando para atividades clandestinas a fim de sustentar as famílias”, salienta Glória da Pesca, que afirma ainda que a colônia Z-13 tem cerca de 2.500 pessoas cadastradas.

A passeata parou em frente à prefeitura, onde o prefeito Amadeu Boroto cumprimentou e ouviu reivindicações de alguns manifestantes. O chefe do executivo elogiou a organização do movimento e afirmou que as secretarias de meio ambiente e de agricultura, aqüicultura e pesca tem contribuído para o fortalecimento da classe.

No próximo dia 7 de julho, a colônia Z-13 vai completar cinco anos, com atuação em defesa aos direitos dos pescadores. “A colônia atende a todos que precisam e batem na nossa porta. A região ainda tem muitos pescadores que não são credenciados para trabalhar, a instituição está de portas abertas para legalizá-los”, afirma Glória.

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