Obra de R$ 3 milhões resolve problema de abastecimento

“O problema de São Mateus não é água, mas a condição da malha. Nós temos uma das piores malhas de distribuição entre os municípios que eu conheço no Espírito Santo”, afirma a diretora do Saae, Dicla Piffer Brzersky.

Em mais uma intervenção paliativa, Saae consertou a adutora que sofreu ruptura, no Centro da cidade.

Em mais uma intervenção paliativa, Saae consertou a adutora que sofreu ruptura, no Centro da cidade.

São Mateus – Um dos problemas que mais aflige a população mateense, o abastecimento de água, pode ser solucionado com a troca de toda malha de distribuição da cidade. De acordo com a diretora do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Dicla Piffer Brzersky, o projeto é orçado em R$ 3 milhões, com prazo de seis meses para execução.

“O problema de São Mateus não é água, mas a condição da malha. Nós temos uma das piores malhas entre os municípios que eu conheço no Espírito Santo”, ressalta Dicla. A gerente de comunicação da prefeitura, Sandra Pacheco, informou que haverá uma reunião, ainda sem data definida, envolvendo o prefeito Amadeu Boroto e a diretoria da autarquia para discutir a execução da obra.
A diretora do Saae explica que a atual malha de distribuição de água é composta de ferro fundido e amianto, materiais condenados pela Organização Mundial de Saúde. “A malha não atende aos padrões da ABNT, da portaria 518 e do decreto 5.440”, afirma Dicla, que ainda revela que a falta de água nos bairros é motivada pela ruptura das adutoras, que são antigas e frágeis. “a malha é toda interligada e está sobrecarregada, não suporta a pressão da água e estoura. Por isso nós fazemos emendas nas adutoras, que é uma medida paliativa e não resolve a situação”.

“A malha não atende aos padrões da ABNT, da portaria 518 e do decreto 5.440”, afirma Dicla, que ainda revela que a falta de água nos bairros é motivada pela ruptura das adutoras, que são antigas e frágeis.

“A malha não atende aos padrões da ABNT, da portaria 518 e do decreto 5.440”, afirma Dicla, que ainda revela que a falta de água nos bairros é motivada pela ruptura das adutoras, que são antigas e frágeis.

Durante toda segunda-feira (12), o Saae realizou o conserto de mais uma adutora que sofreu ruptura, em frente à Igreja Velha, no centro da cidade. Um operário, que não quis se identificar, informou que foi a segunda vez que a adutora estourou no mesmo local. “Essa tubulação já tinha estourado no feriado de páscoa”, conta. Em frente à obra, a funcionária da Casa do Cidadão reclamava da falta de água para trabalhar. “Nós estamos usando água mineral para afazer a limpeza”, explica à servente. No posto de gasolina, também próximo da obra, o frentista Suelivaldo Araújo lavava os pára-brisas dos carros com água que levou de casa.

O problema deixou sem água os bairros Ideal, Inocoop, Aviação e parte do Centro. No Aviação, os moradores estavam revoltados. A dona de casa, Nilda Batista dos Santos, conta que a água parou de descer das torneiras no domingo (11). “Hoje (segunda-feira, 12) as crianças não foram para escola porque estavam sem banho, também não tive como fazer o almoço”, revela Nilda. Já o autônomo Leonis Correia, buscou água na biquinha do bairro Porto para preparar a refeição. “Nosso bairro nunca foi de faltar água, mas este ano já virou rotina à situação”.

A diretora do Saae conta que toda a tubulação da Avenida José Tozzi, no trecho entre o Saae e o Banco do Brasil, foi substituída. A intenção era trocar toda a malha do centro da cidade, mas os transtornos causados a população e comerciantes, impediu a continuidade do projeto. “Eu venho suplicando para o povo de São Mateus que eles dêem liberdade para o governo municipal trabalhar. Eu perdi aquela comoção interior de fazer o que vim fazer, porque estou sendo atrapalhada pelo próprio povo”, desabafa Dicla.

Comentários

  1. leo disse:

    Totalmente apoiado sr. Dicla, com nunca ninguem faz nada , quando faz o povo reclama , e quando nao faz tambem. Esse povo nao sabe o q quer. Avante não desista, cara companheira. Nessas horas q agente v q nem sempre a voz do povo é a voz d Deus.

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