Com estiagem, água do rio baixou cinquenta centímetros
São Mateus - Três famílias tiveram que sair de suas casas, no bairro Porto, depois das fortes chuvas que aconteceram desde as últimas semanas.
Uma delas foi a da dona de casa Jaqueline de Oliveira, que com os quatro filhos, precisou ir para uma residência emprestada. “A Associação de Moradores me instalou aqui (próximo ao Largo do Chafariz). Minha casa entrou água, por sorte não perdi nada”, conta. “Os moradores ajudaram a levantar todos os meus móveis e saí de lá. Há mais de dez anos esta cena se repete, não temos paz, é muito difícil”.
Segundo a dona de casa, a volta para casa acontece, somente depois que a água baixar. Jaqueline de Oliveira mora perto do campinho e o local está totalmente inundado.
Outro que também precisou trocar de moradia foi um comerciante da região, que preferiu não se identificar. “Mudei a minha padaria de local (em frente ao largo do Chafariz) e vou ficar aqui até ter condições para voltar para a minha casa (campinho) e com meu comércio. É uma situação desconfortável esta que vivemos anualmente”, relata.
Para o diretor de teatro Bebeto Castilho, também morador do bairro, mesmo com a diminuição das chuvas, a situação ainda é
preocupante. “Desta vez não fomos muito atingidos, mas estamos atentos. De uma hora para outra o Rio pode encher, esperamos que não aconteça isso”, desabafa.
Providências
De acordo com o secretário de Defesa Social, Nilis Castberg, o município está em estado de alerta e a disposição da população. “Oferecemos o Ginásio de Esportes e uma escola para os moradores atingidos. Mas eles prefeririam ficar na região”, conta. “Nós não tínhamos como fazer os Casarões do Porto de alojamento. Eles estão deteriorados e iria colocar em risco a vida dos moradores”, esclarece.

" Minha casa entrou água, por sorte não perdi nada. Os moradores ajudaram a levantar todos os meus móveis e saí de lá. Só volto quando a água baixar”, explica a dona de casa Jaqueline de Oliveira.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Valdir Mirandola, o órgão ainda não foi acionado. “Estamos atentos a qualquer mudança e supervisionando tudo. O Rio Cricaré subiu 1,90 metro, mas já desceu cinquenta centímetros até ontem”, disse.
O volume de água do Cricaré subiu depois da grande quantidade de chuva que aconteceu em Minas Gerais, local onde nasce o rio. As regiões mais afetadas em São Mateus foram o Porto, BR 101 (sentido Bahia) e nas proximidades da ponte do Bamburral.







