Possíveis criminosos foram pegos em flagrante tentando dividir a mercadoria entre eles
São Mateus – Dois servidores da prefeitura de São Mateus, um da Câmara Municipal, um motorista da empresa de transporte e logística Somar e um menor, que foram detidos em flagrante após tentar furtar mercadoria destinada à merenda escolar, estão detidos na mesma cela, no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de São Mateus.
De acordo com a Polícia Civil, familiares ainda não foram fazer visita, apenas o advogado esteve no cadeião na quinta-feira, 9, único dia da semana reservado para visitantes. Os quatro possíveis criminosos estão se alimentando com a mesma refeição servida aos outros detentos.
A polícia informou ainda que os acusados serão enquadrados no crime de peculato, delito praticado por funcionário público que, em razão do cargo, apossa ou desvia material pertencente à administração pública. O artigo 312 do Código Penal prevê pena que varia de dois a 12 anos de prisão.
Em depoimento após a detenção, os acusados confessaram o delito. Tratam-se dos servidores Jorge Dida, 57, Carlos Calixto, 42, do assessor parlamentar Richard da Silva Soares, 23, do motorista da empresa Somar Tarcísio Francisco Roberto, 54, e de um estudante de 14 anos de idade.
A assessoria da Câmara Municipal de São Mateus informou que, após o caso, Richard da Silva Soares foi exonerado do quadro de servidores comissionados da casa.
O caso
Em vistoria de rotina, a polícia militar deslocou até a estrada Córrego do Cavalo, na comunidade do Nativo, zona rural de São Mateus, no último dia 3, sexta-feira.
No local, em meio a plantação de eucalipto, foi encontrado um caminhão baú, da empresa Somar, responsável pela distribuição de merenda nas escolas da rede municipal.
Os acusados foram pegos tentando dividir a mercadoria entre eles. A polícia acredita que o material seria comercializado em seguida. O flagrante aconteceu por volta das 21h.
O veículo e os acusados foram encaminhados ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) e continuam presos no Cadeião no aguardo de vaga no Centro de Detenção Provisória (CDP).





