Os preços dos assentos podem variar de R$ 100 a R$ 700.
São Mateus – Após nove dias que entrou em vigor a nova lei do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que determina que crianças de até sete anos e meio sejam transportadas nos carros em cadeiras especiais, as lojas de São Mateus já estão com estoques vazios.
O proprietário da Lodi Presentes, Rodrigo Time, conta que a procura pelo produto aumentou logo que a lei foi anunciada. A loja recebe pedidos de clientes até de outros municípios. “Não há mais cadeirinhas em lugar nenhum. Nós já fizemos o pedido ao fabricante, mas a mercadoria não chegou”, diz Rodrigo.
Na Camarruê, o estoque também está baixo. A supervisora Adila Gomes Assis Pereira, afirma que restaram apenas as cadeirinhas para crianças de nove a 18 quilos, e o Bebê Conforto, de zero a 13 quilos.
“Os clientes procuram muito os assentos para crianças maiores, de quatro a sete anos e meio, mas eles não encontram mais no comércio. Algumas pessoas compram pela internet”, afirma Adila.
Com a nova lei, o motorista que transportar crianças de forma irregular corre o risco de levar uma multa gravíssima, no valor de R$ 191,54, e perder sete pontos na carteira.
Os modelos dos assentos podem variar de R$ 100 a R$ 700. A supervisora da Camarruê explica que, por não ter o costume de usar o equipamento, as vendas antes da lei eram pequenas, devido os preços elevados. “Agora a população tem ciência da importância do equipamento”, afirma.
Cadeirinhas
Os assentos variam de acordo com o peso e idade da criança. Até um ano, as cadeiras são do tipo Bebê Conforto, com o acessório virado de costas para o motorista, preso ao cinto de segurança. Crianças com idade entre um e quatro anos devem usar as cadeirinhas, que também são presas ao cinto.
De quatro a sete anos e meio já é possível usar os chamados assentos de elevação ou booster e usar o cinto de segurança dos veículos. Só a partir dos sete anos e meio que as crianças passam a usar o cinto de segurança do carro.
Vans e táxis
A resolução não tem validade para as vans escolares e táxis. O Ministério Público Federal abriu inquérito no qual questiona o Contran sobre a validade da lei para as vans, mas o conselho afirma que uma nova resolução ainda deverá definir as regras para o setor. Segundo o Contran, a intenção da lei é fazer a mudança de forma gradativa. Em um segundo momento, sem previsão definida, a legislação vai especificar regras para táxis e vans.






Sou professor de uma escola da periferia e tenho vários alunos que a merenda escolar substitui uma das refeições diárias e, em muitos casos, é a carga de nutrientes mais importante recebida durante o dia. Tirar o pão de pessoas excluídas pelo sistema e quase sem recursos é muito bárbaro.
Crimes envolvendo as escolas, principalmente de periferia, deveriam ser tratados como Hediondos. Meus parabéns aos profissionais de segurança da Policia Militar.