Recheada de história, a iguaria ganhou lugar cativo no paladar por sua versatilidade, cor, textura e sabor irresistível
São Mateus - Existem pratos e guloseimas que geralmente são consumidas pelos brasileiros somente na Semana Santa, que é o caso dos famosos ovos de Páscoa.
Em todo País é a mesma coisa: por muitos, exclusão da carne vermelha e cerimônias religiosas recordam a morte e ressurreição de Jesus Cristo através de programações.
Mas existe uma tradição nesta época do ano que é exclusiva do Espírito Santo: a deliciosa torta capixaba.
Quem é da terrinha e gosta da iguaria não dispensa o prato, que mais parece um ritual durante a sua elaboração, sem contar que a refeição exala história.
A Torta Capixaba era hábito dos índios, que juntavam os frutos do mar com palmito. Claro que a mistura indígena não era a Torta produzida agora, mas sem dúvida, foram os primeiros arranjos para que ela se tornasse esta preciosidade que é hoje.
Vendo toda esta movimentação dos primeiros habitantes brasileiros em torno do prato, os portugueses uniram o hábito de comer frutos do mar à forte influência da igreja católica de não ingerir carne na Semana Santa. Assim, tiveram a idéia de acrescentar o marisco e o bacalhau à mistura feita pelos índios. Surgia então, a Torta Capixaba.
Foi então, por volta do século IX que a Torta começou a ser servida em forma de novas releituras e, como filha da terra, a refeição permaneceu no Estado e se tornou junto à moqueca, um dos pratos típicos mais famosos no Espírito Santo.
Na atualidade, o banquete é tão especial, que mesmo tendo sabor refinado, é refeição sagrada na mesa de quase toda a população capixaba neste feriado religioso.
Para não deixar ninguém sem apreciar a iguaria por não saber fazer, ou por desconhecer o local que o prato será servido na sexta-feira Santa, disponibilizamos a receita e a indicação do restaurante que será servido o prato.
Receita da Torta Capixaba (rendimento para seis pessoas)
Ingredientes:
· Cebola, alho, azeite doce, azeitona, limão, coentro, cebolinha verde, tomate a gosto;
· ½kg de palmito natural previamente cozido;
· 200gr de siri desfiado e cozido;
· 200gr de caranguejo desfiado e cozido;
· 200gr de camarão cozido;
· 200gr de ostra cozida;
· 200gr de sururu cozido;
· 200gr de badejo desfiado e cozido;
· 500gr de bacalhau desfiado e cozido.
Modo de Preparo:
1. Prepare um refogado com cebolas, alho, pimenta, azeite doce, azeitonas e limão.
2. Leve-o ao fogo com o palmito natural e espere até desaparecer a água e ganhar consistência.
3. Junte, depois de limpos, desfiados, cozidos e espremidos, os ingredientes acima, mexendo até evaporar a água. Retire para esfriar um pouco. Misture uma parte da espuma de 6 claras em neve com as gemas.
4. Quando adicionar os temperos aos mariscos, deve-se colocar o bacalhau para enxugar e dar liga à massa.
5. Cozinhe a parte 6 ovos, que servirão apenas para enfeite juntamente com azeitonas e rodelas de cebola.
6. Coloque a massa em uma panela de barro e a leve ao forno, retirando-a quando a espuma estiver bem coradinha.
* Para cozinhar esses ingredientes, fazem-se as moquecas de cada um e retira-se todo o caldo, deixando-os o mais seco possível.
Onde comer:
Restaurante Kalifa´s
Avenida Oceano Atlântico, 1400, Guriri – ES
Telefone: (27) 3761-3137




