Crescimento do país oriental aumenta necessidade de aprender o mandarim. Quatro universitários da Faculdade Univc vão estudar o idioma nas cidades de Chongqing e Lohan

Os estudantes Rafael Fávero Farias, Fábio Everos Queirós da Silva, Flávia Maciel Milleri e Guilherme Sanches Amaral com o diretor geral da Univc, José Fernandes, e diretor internacional do Centro de Línguas e Negócios da Univc, João Wandir Soares Nunes.
São Mateus – A Universidade Vale do Cricaré (Univc) inicia o programa de intercâmbio com as Universidades de Chongking e Lohan, na China, na próxima quinta-feira (29). Quatro universitários passarão cinco meses no país oriental para estudar o dialeto mandarim e aprender a lidar com a cultura de negócios dos chineses.
“Este é um projeto pioneiro que a Univc trouxe para o Espírito Santo e estados vizinhos. Após a ida desses estudantes, outros devem embarcar em breve. A partir do dia 1° de setembro, iniciam as inscrições para os candidatos que queiram participar do próximo intercâmbio”, explica o diretor internacional do Centro de Línguas e Negócios da Univc, João Wandir Soares Nunes.
Para João Wandir, o crescimento da China, acima da média mundial, e a instalação de empresas chinesas no Brasil, tem aumentado a demanda por profissionais fluentes em mandarim. “Fala-se muito da importância em aprender a língua inglesa, mas o mandarim tem se espalhado de maneira muito rápida. Eu morei 14 anos no Canadá, e sou testemunha de que os países da América do Norte e da Europa estão inserindo o ensino do mandarim na grade curricular dos estudantes.
Intercambistas
Três universitários do curso de direiro e um de administração já preparam as malas para viver uma experiência única, em um caldeirão cultural chamado China. Os intercambistas vão conhecer os costumes, culinária, idioma, religião, música e tudo mais que o país milenar tem para oferecer.
“Meu interesse é fazer uma especialização em comércio exterior, então aprender o mandarim é fundamental. Eu já falo inglês e francês, morei um ano e quatro meses na França, por isso acredito que saberei lidar com o choque cultural”, conta o estudante de administração Fábio Everos Queirós da Silva. Diferente de Fábio, o turismólogo e estudante de direito, Guilherme Sanches Amaral, nunca fez uma viagem internacional: “As expectativas são boas, mas confusas ao mesmo tempo, nós não sabemos o que encontraremos por lá, os costumes são bem diferentes dos nossos”, diz Guilherme.
A estudante de direito Flávia Maciel Milleri fez um dossiê com reportagens e artigos relacionados à China, tirados de revistas e internet. “A única coisa que eu faço ultimamente é ler, ouvir e assistir tudo sobre a China para tentar amenizar a ansiedade. Hoje mesmo eu assisti uma reportagem sobre as Três Gargantas”, conta Flávia. Rafael Fávero Farias, também estudante de direito, completa a turma de intercambistas, o estudante também tem ocupado os dias pesquisando na internet: “Já tentei até fazer um curso de mandarim pela internet. A expectativa e ansiedade são muito grandes”, afirma.
Os estudantes retornam ao Brasil no dia 30 de setembro. De acordo com João Wandir, durante os cinco meses eles terão 10 horas diárias de estudo do mandarim. “Os estudantes vão voltar falando mandarim. Eles vão aprender o dialeto por meio de um método criado pelos próprios chineses, que usa os caracteres do lado ocidental, ou seja, eles vão aprender de acordo com os nossos símbolos ocidentais, que torna mais fácil o aprendizado”, ressalta.
Guilherme Sanches já pensa na possibilidade de emprego nas empresas chinesas que se instalaram na região norte do Espírito Santo: “São Mateus já tem a SINOPEC (China Petroleum and Chemical Corporation), uma empresa da área de petróleo e gás. Minha primeira visão é tirar o máximo possível desse intercâmbio para, quem sabe, trabalhar como interprete”.
Quem pode participar do intercâmbio?
O programa de intercâmbio com a China é direcionado a todos os interessados da área acadêmica, empresarial e política. Os candidatos não precisam ser alunos da Univc, mas é necessário um conhecimento básico da língua inglesa.
O intercâmbio tem duração de cinco meses, com 10 horas diárias de aulas de mandarim e cultura de negócios chineses.
Mandarim: língua ou dialeto?
As diversas regiões da China possuem dialetos diferentes, mas o mandarim é o dialeto mais falado no país, por isso o termo “língua chinesa” geralmente se refere ao mandarim, embora existem outros dialetos no país, como o cantonês e sichuanês.




Admiravel iniciativa da fac. Univc em manter esse laço bilateral, com a Comunitado nº 02 do mundo economico (China). Gostaria de Participar sou Func. Publico, 37 anos, amante do mandarim e de tudo que engloba esse fascinante Pais. Kairo (27) 9943-2088
eu sou estudante de comercio exterior,,
e gostaria de fazer intercambio da lingua chinesa na china..
como faço