Brasil Ambiental pertence ao Grupo Ambitec e é especializada na destinação final de lixo urbano, hospitalar e industrial

Em São Mateus não existe local apropriado para destinação final e nem tratamento adequado do lixo. Novo espaço pode ser construído próximo ao Córrego do Sapato.
São Mateus – A empresa está convicta de que o investimento previsto para São Mateus trará tecnologia avançada no que diz respeito à coleta, tratamento e destinação final de resíduos. Essa é a afirmação da diretora da empresa, Marialva Lira. A Brasil Ambiental administra aterros sanitários em diversas cidades há 40 anos e já possui área no município de São Mateus, onde pretende instalar mais um pólo de tratamento e destinação final de resíduos, semelhante ao que já vem sendo feito em Aracruz.
A área pertencente à empresa fica próxima às comunidades quilombolas Córrego do Sapato e Morro das Araras, motivo pelo qual o Ministério Público Federal (MPF) resolveu ouvir a comunidade, através de uma audiência pública, antes de dar seqüência ao processo de licenciamento ambiental para a Brasil Ambiental. De acordo com Marilava Lira, a audiência não tem caráter deliberativo, mas esclarecerá para a comunidade os impactos positivos e negativos do empreendimento, mas o parecer favorável ou não fica por conta do MPF. “O investimento é muito alto, por isso precisamos de todo cuidado jurídico e ambiental para a instalação da empresa em São Mateus. Estamos certos de que levaremos tecnologia avançada”, destacou Marialva Lira da Silva.
Por motivações internas do MPF, a audiência pública, que aconteceria nesta quarta-feira (21), foi adiada. De acordo com a Assessoria de Comunicação do MPF, na segunda quinzena de agosto o órgão deve convocar uma nova data para a audiência. Enquanto isso, a empresa precisa aguardar.
Na tentativa de mobilizar não só a sociedade civil organizada, mas também as lideranças políticas municipais, a Brasil Ambiental convidou os vereadores de São Mateus para conhecer as instalações da empresa em Aracruz. Na semana passada, seis dos onze parlamentares acompanharam engenheiros da empresa a uma visita técnica. Os vereadores tiveram a oportunidade de conhecer melhor todo o processo e as vantagens de um aterro sanitário no tratamento do lixo. Para o presidente da Câmara, vereador Jailson Barbosa, a visita ao centro de tratamento de resíduos foi importante para conhecer o processo. “Durante a visita nós vereadores percebemos que é preciso tomar medidas sobre a coleta e o tratamento do lixo agora, para não sermos sacrificados no futuro. O lixo é um problema urbano e que a traz transtornos e problemas às nossas cidades por não ter destinação adequada, destacou Jailson.”
Município trabalha no projeto ES sem lixão
Procurado por nossa reportagem, o secretário municipal de meio ambiente, Antenor Malverdi, afirmou que não tem conhecimento oficial da instalação da Brasil Ambiental no município e que no momento São Mateus está envolvido no projeto “Espírito Santo sem Lixão” do governo do Estado. “Não tenho informações sobre a possível instalação dessa empresa no município, mas não tenho nenhuma preocupação ambiental caso isso aconteça, por acreditar que o Iema só concederá a licença se tudo estiver conforme exigências da lei. Minha preocupação é com a destinação do lixo que pode ser reaproveitado. Na empresa privada a tonelada do lixo custa em torno de R$80,00 a R$100,00. Já no Projeto Espírito Santo sem lixão esse preço fica em torno de R$49,00”, afirma Malverdi.
O projeto do governo estadual ainda está em fase de estudo técnico mas existe a possibilidade do aterro sanitário ser instalado na rodovia que liga o município de São Mateus a Nova Venécia.




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