Os casos de espancamento contra crianças e adolescentes lideram os registros. Para a presidente do Conselho Tutelar, a desestrutura familiar é uma das responsáveis pelos casos

Presidente do Conselho Tutelar de São Mateus, Zilnete Ramos dos Santos, e conselheiro Luciano Batista dos Santos.
São Mateus – O Conselho Tutelar de São Mateus registrou, de janeiro a março deste ano, 635 ocorrências de maus tratos a crianças e adolescentes. Somente no mês passado foram 204 atendimentos, na maioria relacionados a espancamento e abuso sexual. De acordo com a presidente do Conselho Tutelar, Zilnete Ramos dos Santos, a equipe, composta por cinco conselheiros, não atende mais a demanda do município.
Os casos de espancamento lideram os registros. Segundo Zilnete Ramos, parte das ocorrências são encaminhadas ao conselho pelas escolas. A coordenadora do Colégio Pio XII, Luzinete Altoé, afirma que já presenciou diversas cenas de violência entre os estudantes. “Nós temos alunos que parecem que comandam gangues, que fazem ameaças pesadas. Inclusive eu já fui ameaçada, tive que chamar os pais e quase fiz um boletim de ocorrência na polícia”, conta.
A coordenadora adere à violência entre os jovens, a falta de estrutura familiar. “Os nossos alunos são carentes de carinho e apoio, isso reflete no comportamento agressivo deles”, ressalta Luzinete. A presidente do Conselho Tutelar divide a mesma opinião. “A falta de diálogo entre pais e filhos influencia nas atitudes violentas. Os pais devem participar e interferir na vida dos filhos”, afirma Zilnete Ramos.
No caso de violência física contra crianças e adolescentes, Zilnete Ramos orienta que a família registre o boletim de ocorrência na polícia militar e procure o Conselho Tutelar. “As pessoas só vão até o conselho quando o quadro já está muito grave, ou então não vão por vergonha”, conta Zilnete, que orienta: “quando o pai observa que o filho mudou de comportamento, passou a chegar tarde em casa e conviver com pessoas estranhas, já é o momento de procurar ajuda no Conselho Tutelar”, esclarece.
No Colégio Pio XII, a coordenadora cobra por mais segurança. “Faltam vigilantes nos turnos matutino e vespertino, porque apenas dois coordenadores não dão conta de tantos alunos. Também precisamos do apoio do juizado de menor e conselho tutelar para virem palestrar e fazer um trabalho diferenciado aqui e em outras escolas também, que passam pelo mesmo problema”, opina Luzinete Altoé.




sobre denuncia a maus tratos da criança a qual tem o nome de Joelson Gonçalves Rita Filho,e sua mãe é: maddila cristina freitas de queiroz.e eu estou precisando do depoimentos das testemunhas e o endereço do conselho tutelar onde ocorreu a denuncia.obrigado….