Pacientes de 32 municípios do Norte e Noroeste do Estado devem utilizar os serviços do Cacon

Durante apresentação do Cacon estiveram presentes a presidente do Conselho Curador, Iosana Fundão, a presidente do Voluntariado do Cacon, Jerusa Boroto, o prefeito Amadeu Boroto, a secretaria de Saúde Mércia Monico Comério de Holanda e o vice prefeito Mauro Peruchi.
São Mateus - O Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) vai entrar em funcionamento ainda este mês. O local, destinado ao tratamento de câncer, será no segundo piso da clínica de hemodiálise, Renalclin, na Rua 2, Parque Washington e o tratamento é todo custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente 65 moradores do município vão a vitória fazer tratamento de quimioterapia, radioterapia, exames e consultas.
O valor do investimento no primeiro ano de Cacon é de R$ 5,2 milhões para realizar 5.526 consultas, 1.138 quimioterapias, 20 palestras e curso para prevenção de câncer. Cada quimioterapia custa em média R$ 702
Já em 2011 e 2012, estão previstos mais 980 pacientes em radioterapia e, ainda 1.950 cirurgias. Pacientes de 32 municípios do Norte e Noroeste do Estado devem utilizar os serviços do Cacon.
Além de hoje terem que enfrentar o tratamento, os pacientes precisam passar horas na estrada, até chegar ao hospital Santa Rita, local onde são realizados os procedimentos. “A condução sai daqui as 3h30 da manhã, pois às 7 horas precisam estar lá”, conta a secretária de Saúde municipal Mércia Monico Comério de Holanda. “É muito doloroso e desgastante para quem está nesta situação”.
De acordo com a prefeitura de São Mateus, serão economizados R$ 77 mil por mês com o deslocamento dos pacientes. “Os gastos incluem transporte, alimentação e outras despesas”, disse a
secretária.
Apresentação do Cacon
Aconteceu nesta última sexta-feira, dia 15, no restaurante Varandão, um evento com finalidade de apresentar e explicar sobre o Cacon, com funcionamento e entre outros assuntos ligados ao Centro.
A programação contou com a presença do prefeito e vice, Amadeu Boroto e Mauro Peruchi respectivamente, da secretaria de Saúde Mércia Monico Comério de Holanda, do diretor do Hospital Dr. Roberto Arnizaut Silvares (HRAS), Fabiano Marely,

“Estamos tentando proporcionar um atendimento com maior qualidade no dia-a-dia daqueles que precisam fazer estes procedimentos”, disse o prefeito Amadeu Boroto.
das presidentes do Conselho Curador e Voluntariado do Cacon, Iosana Fundão e Jerusa Boroto respectivamente. “Estamos tentando proporcionar um atendimento com maior qualidade no dia-a-dia daqueles que precisam fazer estes procedimentos”, disse o prefeito.
Na ocasião foi apresentada formação de um corpo de voluntários que vai ajudar a Associação Mateense de Combate ao Câncer (Amecc), entidade que desenvolverá as atividades do Cacon, a travar a luta contra o câncer no município. A apresentação dos trabalhos do evento foi feita pelo sub-secretário de Saúde do Estado, Deivis Guimarães, no restaurante Varandão.
Como ajudar?
Para formar o grupo de voluntários que atuará junto à Amecc, aconteceu ontem, às 18h30, no auditório do Hotel Gêmeos, uma palestra sobre a atuação do voluntário no setor. A programação foi a primeira manifestação de cadastramento e conta com explicações de como cada cidadão pode ajudar. “Qualquer um pode ser voluntÁrio. A ação não envolve dinheiro, iremos trabalhar com solidariedade, como por exemplo, visitas às famílias do paciente”, disse Jerusa Boroto.
Para fazer parte do grupo é preciso procurar a secretaria de Ação Social. O telefone para contato é (27) 3763-1565.
Dados do Cacon para o primeiro ano
- Valor do investimento - R$ 5,2 milhões
- Consultas - 5.526
- Quimioterapias - 1.138
- Palestras - 20
- Custo de cada quimioterapia - R$ 702
A dificuldade de quem precisa do tratamento
É horrível. Há quatro anos faço o tratamento. É preciso acordar às 2 horas da manhã para pegar o ônibus. Depois ainda ficamos esperando até a tarde, às vezes o carro chega de volta às 22 horas, é sofrido demais ter que fazer quimioterapia e ainda enfrentar a estrada.
Descobri que tinha algo errado quando me abraçaram e senti uma dor, depois, utilizando o computador tive outros sintomas. Mas não acreditei que poderia estar doente e deixei. Somente depois de um ano fui procurar tratamento. Hoje estou bem e não tenho porque ficar triste. Vou a Vitória apenas a cada oito meses, mas tomei pavor daquele lugar, não posso nem ouvir falar. Acho que associei a doença ao local”






