Osvaldo Grilo
Boa fase econômica
O Brasil tem se destacado com sua boa economia, enquanto o dólar e o euro estão sendo desvalorizados, a nossa economia está muito bem. Com isso os investidores estrangeiros estão cada vez mais interessados em investir no país. Há duas semanas começou a ser exibido no History Channel, o documentário intitulado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o mesmo mostra um paralelo interessante que temos em comum com esses outros países que estão hoje entre as economias emergentes. A pobreza, a disparidade social, a não correta divisão do bolo, esses paises crescem, mas a miséria cresce mais ainda, nós vemos no caso do Brasil que a quantidade de desempregados caiu, mas a grande mão de obra especializada acaba vindo de fora do país. Com esses investidores estrangeiros, as divisas recebidas por eles acabam indo para fora do Brasil. E problemas estruturais continuam a nós atingir.
Perigo
O grande perigo para a boa fase da nossa economia são os dois eventos que estamos prestes a receber em nosso país, que são a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016. O motivo do perigo é que com certeza as obras para construção e reformas de estádios e ginásios vão atrasar e o governo terá que entrar com dinheiro público, aí os índices vão lá em cima, cidades e estados vão ficar endividados e quem vai pagar essa conta? Nós, a população. Vejamos o caso do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que é também responsável pelo comitê organizador da Copa, ou seja, ele mesmo será seu fiscal, que beleza não é mesmo? Com isso aguardemos até os próximos capítulos.
Laurentino Gomes
Escrever sobre a Independência do Brasil era quase uma obrigação para o jornalista Laurentino Gomes. Após publicar “1808”, livro sobre a transferência da família real portuguesa para o Brasil, Laurentino era cobrado para uma continuação da história do Brasil, daí o resultado é “1822”. A obra deve chegar às livrarias justamente em 07 de setembro. Desta vez, Laurentino cobre o período entre 1821, data do retorno de dom João a Lisboa, e 1834, ano da morte de dom Pedro I. Desde a publicação de “1808”, há três anos, muita coisa mudou na vida de Laurentino. Lançado pela editora Planeta, o livro já vendeu mais de 600 mil exemplares. O sucesso permitiu que ele abandonasse o emprego na editora Abril, onde trabalhou por 22 anos, para dedicar-se apenas à carreira de escritor. Criou então um site, DVD e uma versão juvenil do livro. Iniciou também uma série de palestras pelo país. Editado pela Nova Fronteira, “1822” também terá divulgação multimídia. O escritor gosta de sair pelo país, quem sabe ele não visite São Mateus.
Presente de grego
Os Estados Unidos estão retirando suas tropas do Iraque depois de muitos anos de uma suposta dominação, o maior presente que os americanos nos deixam são os homens bombas. No governo de Saddam Hussein, ele tinha o país em suas mãos, os países árabes têm em sua maioria várias etnias, então vivem sempre em guerra. Bancados pela direita cristã americana, o governo americano não conseguiu seu intuito. Agora veremos quantas guerras internas vão ocorrer.
Promessa
Fé, cristianismo, família, educação, saúde, segurança, ficha limpa, essas são as promessas que mais ouvimos nos programas eleitorais, como já havia comentado aqui na coluna, há muitos e muitos anos eu ouço essas promessas. Até quando vamos ter que engolir essa conversa fiada? O horário eleitoral gratuito mais parece programa de humor, só que sem nenhuma graça. Chega de papo furado.
Corinthians, um século!
Escrever em poucas linhas sobre a paixão que move mais de 25 milhões de almas é muito difícil e falar desse clube mais ainda, o Corinthians é conhecido pela fidelidade, garra. É um time que tem torcida e não uma torcida que tem um time. A diferença que faz a massa corintiana em relação às outras é que seu torcedor não morre por causa de um título, isso deixa as outras torcidas furiosas, por que ser corintiano é ir além de ser ou não ser o primeiro. Digam isto os torcedores do Fluminense que tiveram que dividir o Maracanã conosco em 76, invasão essa confirmada pela ONU como maior deslocamento humano da história em evento esportivo. Teses foram escritas por mestres e doutores para tentar explicar essa paixão, mas poucos conseguem responder. Vejamos após o título de 1977, em que o clube nada conquistava já havia 22 anos e alguns meses, um estudo mostrava que a produção nas fábricas aumentava a cada vitória do clube, diminuíam-se os acidentes de trabalho. A torcida cresceu nesse período, como explicar isso? Nós corintianos, temos o clube como uma pátria, onde cada vitória é comemorada com estilo único. Dia 1° de Setembro de 2010, que outros centenários sejam comemorados. Por esse amor, agradeço a meu pai e meu irmão. Parabéns Timão do meu coração.




Aí,Osvaldo!!!! Saudades!!!
Parabéns Osvaldo, sua coluna está clara, resumida, bem direta, bem simples de se entender.Ótima leitura da situação da musicalidade brasileira. Coisa de conhecedor e isto você é. Virei leitor!Este espaço será de grande valia para a MPB.Parabéns!
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