Setor imobiliário passa por bons momentos em São Mateus, unidades em construção vão desde apartamentos para classe média com vistas privilegiadas da cidade, até condomínios para classe C em bairro distante do Centro
São Mateus – No interior do Espírito Santo o setor imobiliário passa por bons momentos, e São Mateus é um dos municípios que mais se destaca no ramo. As unidades voltadas para classe média já tomam forma no Centro da cidade, próximas a igreja São Banedito, em dois edifícios da construtora Villa Real.
O Green Valley, em fase de acabamento, está com todos os apartamentos vendidos, já o Porto Cricaré, em construção, ainda possui unidades a venda, é o que garante o auxiliar administrativo de obras, Manoel Josil Fabre. “A empresa é de Vitória, mas desde 2007 resolveu interiorizar os investimentos. São Mateus foi o primeiro município do norte a ganhar um projeto da construtora”, ressalta.
Os edifícios oferecem vistas privilegiadas da cidade, com janelas ou sacadas para o Rio Cricaré ou voltadas para a cidade. “Durante a noite, com a cidade toda iluminada, os moradores terão uma vista linda de São Mateus”, conta Manoel. O valor dos apartamentos no Porto Cricaré são a partir de R$ 149 mil, dois quartos, e R$ 185 mil, três quartos. A previsão é que o empreendimento seja finalizado em outubro de 2011.

O município ganhará 1.120 moradias, que apesar de serem populares, contarão com infra-estrutura digna de classe média.
O diretor-regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Espírito Santo (Sinduscon), Romério Gava, afirma que, apesar dos lançamentos, os empreendimentos imobiliários no norte do Estado, ainda estão muito abaixo da Grande Vitória. Gava explicou que as poucas unidades ocorre também pela baixa procura.
Gava afirma que em São Mateus, Linhares e Colatina, as edificações voltadas para a classe média, são de apartamentos de dois e três quartos, com 80 a 110m², tendo o valor uma média de R$ 2.500 o metro quadrado. Gava destava ainda que São Mateus e Conceição da Barra também se destacam com imóveis de veraneio.
Classe C também ganha unidades
O mercado imobiliário mateense mirou as atenções para unidades econômicas, devido, principalmente, a implantação do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal. Neste ano alguns empreendimentos foram iniciados e a estimativa para 2011 é ainda melhor.
O município ganhou o direito de construir 1.120 moradias, que apesar de serem populares, contarão com infra-estrutura digna de bairros de classe média alta, com espaço destinado a área de lazer com quadra poliesportiva e quiosque.
O primeiro empreendimento, com 562 residências em estilo duplex, já está sendo erguido pela Construtora Verti, no bairro Litorâneo. Outras 560 casas têm previsão para serem lançadas até o próximo ano. Os projetos têm arquitetura diferenciada dos padrões de moradia popular.
A Secretaria Municipal de Ação Social e Cidadania já escolheu as famílias que serão contempladas com as primeiras unidades. De acordo com a secretária Kátia Quaresma, 3.900 pessoas foram entrevistadas, de 03 a 07 de maio, para selecionar aqueles que mais se enquadravam no perfil. “Escolhemos as famílias que residem prioritariamente em área de risco e estão em vulnerabilidade social. A maior parte das pessoas se enquadrava no perfil, mas algumas tiveram que ser descartadas, porque não atendiam aos pré-requisitos, principalmente por terem renda familiar superior a R$ 1.395”, conta a secretária.
Mercado de luxo
As construtoras ainda não encontram mercado para empreendimentos de alto padrão em cidades do interior do Espírito Santo, por isso, quem quer imóveis de luxo, a rota inclui apenas bairros da Grande Vitória, como Mata da Praia, Enseada do Suá, Praia do Canto e orla de Vila Velha, onde o preço do metro quadrado pode ultrapassar os R$ 5 mil.
Mas como classificar um imóvel? O presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Juarez Gustavo Pascoal Soares, explica: “Unidades de até R$ 200 mil são classificadas como econômicas. De R$ 200 mil a R$ 600 mil, são chamadas de médio-padrão; a partir de R$ 600 mil é luxo”, explicou.
Bancos facilitam o sonho da casa própria
As várias opções de crédito proporcionam às pessoas de baixa renda a realização do sonho da casa própria. Em geral, os bancos financiam em até 30 anos e até o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado para comprar a residência. O jornal Folha Acadêmica preparou as linhas de financiamento para a compra de imóveis, disponíveis em alguns bancos.
Caixa Econômica Federal
Oferece três linhas de financiamento. Conjugada ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, com a Carta de Crédito Caixa FGTS, o comprador pode financiar até 100% do valor do imóvel. Outra opção é a Carta de Crédito SBPE, que utiliza recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A terceira linha é a Pró Cotista do FGTS, onde a parcela mensal não pode ser superior a 30% da renda familiar.
Banco do Brasil
Oferece três linhas de crédito. Para imóvel de até R$ 150 mil, o financiamento mínimo é de R$ 20 mil e o FGTS pode ser utilizado. Para imóvel entre R$ 150 mil e R$ 500 mil, as condições são semelhantes. Já imóveis com valor de R$ 500 mil a R$ 5 milhões, a linha de financiamento é a Carteira Hipotecária, quando o FGTS não pode ser utilizado. O limite máximo de financiamento é de R$ 1,5 milhão.
Itaú
Na linha de crédito Itaú SAC Residencial o comprador terá o prazo de 12 a 360 meses para quitar a dívida. O percentual de financiamento é de até 80% do valor do imóvel, sendo o mínimo de R$ 50 mil. No Itaú Mix Residencial, outra linha de crédito do banco, a parcela fixa é mantida nos primeiros 36 meses, a partir da 37ª parcela, a prestação é recalculada.
Bradesco
No banco são financiados até 80% do valor do imóvel. O Bradesco oferece duas linhas de crédito para unidades residenciais. Para imóveis de até R$ 500 mil, o financiamento máximo é de R$ 400 mil; já para os de R$ 500 mil até R$ 3 milhões, esse valor é de R$ 2.400 milhões. O prazo máximo de quitação é de 30 anos.






Fui até o escritório da empresa, interessada em negociar um apartamento. Mas fui muito mal atendida e acabei desistindo.