Publicação misógina no Twitter causa demissão de executivo brasileiro

Brasil Econômico

Uma publicação misógina no Twitter causou a demissão de um executivo na última sexta-feira (13). Na mensagem, Milton Vavassori Júnior escreveu que sente “saudade do tempo que mulher dava a b** e não opinião”. O funcionário trabalhava na Promarc Technology Corporation e era representante da empresa na Flórida, Estados Unidos.

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Tudo começou na segunda-feira (5), quando Roberta Ribeiro, chamada como Robs na rede social, publicou um tuíte feminista em que dizia: “Quando os homens imaginam uma revolta feminina, eles imaginam um mundo em que as mulheres governam homens como homens governam as mulheres. Não é de se admirar que eles tenham medo”. Revoltado com a opinião da internauta, que conta com mais de 2,8 mil curtidas, Vavassori Júnior respondeu à postagem de maneira misógina, o lhe rendeu a demissão.

Indignada com a publicação do executivo, uma seguidora denunciou o tuíte de Milton à empresa em que ele trabalhava, a qual o demitiu assim que tomou conhecimento do conteúdo escrito na mensagem. Além disso, a repercussão dos internautas sobre o comentário foi tão negativa que Vavassori excluiu seu perfil na rede social.

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Demissão aconteceu após denúncia à companhia via e-mail; confira
repdodução/twitter

Demissão aconteceu após denúncia à companhia via e-mail; confira

Ainda de acordo com as publicações de Robs, todo o processo foi problemático. “Recebi muita crítica, muito discurso de ódio, muita ameaça… Mas graças a uns mulherões da p* desse Twitter a gente conseguiu se manter de pé e não se calar! Meu obrigada a cada uma delas!”, comentou a mulher.

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Mais polêmicas

O comentário misógino de Vavassori estimulou internautas a procurar outras publicações do executivo, e uma das que mais chamou a atenção foi uma foto dele com o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) seguida da frase :“Agora neguinho vai querer morrer!!!”.

O  Brasil Econômico entrou em contato por telefone e via e-mail com a Promarc Technology, mas a empresa não se quis se posicionar sobre a demissão, por entender que o assunto é de competência do departamento jurídico.

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