Planetas, estrelas e satélites já podem ser explorados via Google Maps

Alguns anos atrás, o serviço de pesquisa e visualização de mapas e imagens de satélite do Google deu às pessoas a capacidade de explorar objetos no espaço. Entretanto, a experiência ainda estava bloqueada no Google Earth, software de mapeamento 3D, até esta semana, pois foi finalmente liberada . Agora, todos poderão desvendar os mistérios do universo por meio da categoria “ planetas ”, inserida no Google Maps.

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A empresa explica que “planetas”, nome dado ao novo recurso do Google Maps , é “simplista”, por não contemplar a quantidade de satélites e planetas que permite explorar, já que oferece rotas pela Lua, corpos celestes anões e até mesmo uma espécie de tour pela Estação Espacial Internacional (ISS).

Informações do Business Insider apontam que, por ser uma extensão recente, ainda não há uma caixa de pesquisa na área “planetas”, o que dificulta as buscas pelos feitos na Lua e no Planeta Terra durante a missão Apollo da Agência Espacial Americana (Nasa), e uma melhor visualização de planetas específicos, principalmente em seus polos. Em contrapartida, o portal de tecnologia e ciências afirma que o recurso é divertido e, de certa forma, educativo.

Veja abaixo alguns dos destinos presentes na novidade do Google, e o que poderá encontrar nele:

Estação Espacial Internacional


Na Estação Espacial o trajeto oferecido pelo Google Maps começa no módulo Cupola, uma janela com visão para Terra
Google Maps

Na Estação Espacial o trajeto oferecido pelo Google Maps começa no módulo Cupola, uma janela com visão para Terra

Na Estação Espacial Internacional, o trajeto se inicia dentre do módulo Cupola, uma janela com vários painéis, em que é possível ver a superfície terrestre. Girando e clicando no item “3”, o usuário pode ser direcionado ao Compartimento de Resíduos e Higienes, além de adentrar a sala onde está o sistema de recuperação de água, podendo ainda verificar os trajes dos astronautas na área de mobilidade externa do laboratório espacial.

Lua

O único satélite natural da Terra pode ser visto com mais precisão do que os demais, devido aos recursos e estudos da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA). Se o usuário tiver interesse, poderá rastrear missões e descobrir detalhes sobre desembarques feitos na Lua, como o Apollo 15.

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Marte

O segundo menor planeta do Sistema Solar, já permeado por sondas robotizadas, possui muitas imagens e dados capturados por satélites, incluindo informações sobre altitude, o que permite que os internautas viajem por meio de pequenos cânions. A equipe estima que os projetos executados por Elon Musk e SpaceX  potencializem a experiência, tornando-a mais real.  

Encélado


Por meio dos registros da Nasa a bola de gelo, possibilita um trajeto misterioso, com a presença água quente e salgada
Google Maps

Por meio dos registros da Nasa a bola de gelo, possibilita um trajeto misterioso, com a presença água quente e salgada

O satélite natural de Saturno parece despretensioso, mas é um dos destinos mais emocionantes do Sistema Solar atualmente. Por meio dos registros da Nasa, que fotografou repetidamente a ‘bola de gelo’, possibilita um trajeto misterioso, mostrando água quente e  salgada, e até mesmo alguns sinais que, para ufologistas, podem evidenciar vida alienígena.

Ceres

Localizado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, o planeta anão é um dos objetos de estudos preferidos para a missão Dawn , da Nasa. Cheio de características indecifráveis, que estão sendo analisadas, é possível ver pela ferramenta as manchas brancas brilhantes por toda a cratera, o que, para pesquisadores, são sais deixados por camadas de gelo que derreteram.

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Plutão

Até julho de 2015, Plutão ainda era uma incógnita para os cientistas, que só conseguiram informações básicas após a missão New Horizons. Depois da realização das análises, outros projetos descobriram que o corpo celeste distante e gelado escondia, abaixo de sua superfície, um pequeno “oceano”. A equipe desenvolvedora do recurso no Google Maps afirma que dados sobre elevação no terreno montanhoso de Plutão ainda não podem ser vistos, mas que estimam a inserção desses elementos após a concretização de missões futuras.

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