Bancário é preso em Jardim da Penha acusado de abusar de três crianças

Equipe da DPCA cumpriu mandado de prisão contra o acusado no início da manhã desta sexta-feira

Um bancário de 52 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (4), em Jardim da Penha, Vitória, acusado de estupro de vulnerável. Segundo a polícia, o criminoso abusou de três crianças que ele tinha apadrinhado em uma instituição de assistência a crianças carentes. Antônio Cesar Barbosa Pinto confessou os crimes e afirmou para a polícia que sentia prazer em abusar das vítimas.

“Esse cidadão se habilitou em uma instituição que cuida de crianças carentes, crianças que já passam por um histórico de violação de direitos, de abandono, de sofrimentos desde o nascimento e a partir dessa habilitação ele passou a ter direito de conviver com elas”, explicou o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini.

Antônio era considerado um padrinho afetivo e tinha permissão da instituição para levar as crianças para passear nos fins de semana, feriados e aniversários. Segundo a polícia, ele as levava ao shopping, ao cinema e, eventualmente, as crianças dormiam na casa dele — onde aconteciam os abusos.

INVESTIGAÇÃO

O crime foi descoberto por uma colaboradora da instituição depois de um banho supervisionado. Foi constatado que uma das vítimas, de 9 anos, tinha alterações nas regiões íntimas. Essa criança recebeu um acompanhamento específico e ela relatou todas as covardias que as crianças passavam com Antônio.

Além disso, segundo a polícia, as crianças que eram abusadas pelo bancário apresentavam um comportamento agressivo quando voltavam para a unidade. Uma delas chegou a fugir do local. O caso foi denunciado para a polícia há 15 dias.

“Nós ouvimos as crianças, produzimos relatórios de acompanhamento psicossocial e acompanhamos os laudos do Departamento Médico Legal (DML). Não há nenhuma dúvida sobre a autoria do crime”, contou Pazolini.

O delegado ainda informou que o acusado pode ter feito outras vítimas e, por isso, as investigações sobre o caso vão continuar.

“A casa dele é muito bem montada, ele é uma pessoa de classe média alta e trabalha na mesma instituição bancária há 30 anos. Ele tem um desvio de comportamento. É um criminoso que se travestiu de uma pessoa de bem para iludir e, sobretudo, abusar de crianças”, finalizou. (Gazeta On Line)

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